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14 de novembro de 2019

ARE

 | Jornal Acontece

Guarujá adquire equipamento que permite diagnóstico precoce de perda auditiva

 

Não há mais necessidade de deslocamento para outras cidades da região; agora, munícipes podem realizar exames no ARE, que fica na Vila Júlia

 

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Guarujá agora dispõe de novo aparelho para exames auditivos. Trata-se do Brainstem Evoked Response Audiometry (BERA), equipamento que permite a identificação da perda auditiva em adultos e crianças, com atenção especial para recém-nascidos.

 

O aparelho já está em uso no Ambulatório de Referência em Especialidades (Rua Marivaldo Fernandes, 01 – Vila Julia), das 7 às 18 horas.

 

Adquirido por meio de emenda federal, o BERA é capaz de identifica perda auditiva desde os recém-nascidos até idosos. Anteriormente, os pacientes que necessitavam do exame eram direcionados para outras cidades da Região e, agora, os moradores já realizam o exame no Município com encaminhamento de otorrinolaringologistas e/ou pediatras da Rede Municipal de Saúde.

O exame é indolor, não invasivo e capaz de identificar a integridade das vias auditivas, desde a orelha interna até o córtex cerebral, além de outros problemas como tumores, por exemplo. Em crianças, o exame é feito durante o sono.

Quando o paciente está o mais relaxado possível, são colocados fones de inserção e eletrodos na testa e atrás das orelhas. O nervo auditivo e as estruturas do tronco encefálico são ativados pelos estímulos sonoros, gerando pequenas ondas de eletricidade captadas pelos eletrodos, que são registradas no equipamento.

A fonoaudióloga da rede municipal de saúde ressalta a importância do aparelho para realização do diagnóstico em recém-nascidos. “A identificação da perda de audição, ainda nesta etapa, nos permite acompanhar e iniciar o tratamento precoce com os bebês”.

A profissional ressalta que são indicados para o exame apenas bebês que apresentem risco de perda auditiva. Para isso, são analisados fatores como: baixo peso, nascimento prematuro, infecções passadas pela mãe durante a gravidez (como sífilis), permanência em UTI, utilização de oxigênio e antibiótico, hereditariedade, quimioterapia, traumatismo craniano, anomalias envolvendo a orelha e osso temporal e quando o bebê falha no teste da orelhinha.

Com o recurso também foram adquiridos um audiômetro (que identifica o tipo e grau de perda auditiva) e um imitanciômetro, que faz avaliação da orelha média, permitindo verificar alterações, como as infecções de ouvido (otites).

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