13 de maio de 2022
Brasil é 10º país mais premiado na Regeneron ISEF com oito prêmios
Trata-se da maior feira internacional de ciências, que terminou hoje (13/5) em Atlanta, nos EUA, e contou com a participação de 1.500 estudantes de 70 países e territórios.
Seis projetos de oito estudantes brasileiros foram premiados na Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF) — a maior feira internacional de ciências e engenharia que terminou hoje (13/5) na cidade de Atlanta (EUA). O evento reuniu mais de 1.500 jovens pré-universitários de cerca de 70 países e territórios, que competiram por cerca de US$ 8 milhões de prêmios, entre bolsas de estudo, estágios e viagens de campo.
A delegação brasileira foi composta 26 estudantes, que apresentaram 18 projetos na mostra internacional. Eles foram selecionados para Regeneron ISEF em duas mostras nacionais: a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), de São Paulo, patrocinada pela Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil, e a Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (MOSTRATEC), de Novo Hamburgo (RS).
Brasil em destaque — O evento teve duas cerimônias de premiação: a Special Awards Ceremony e a Grand Awards Ceremony, realizadas ontem e hoje, respectivamente. Da FEBRACE, foram premiados três projetos. Um deles ficou em terceiro lugar na categoria “Ciências Comportamentais e Sociais” na Grand Awards Ceremony. Os estudantes Eloize Cristiny Quintal Ferreira e Oscar Cabral Paraguassu, da Escola Municipal de Educação Fundamental Aristóteles Emiliano de Castro de Igarapé-Miri (PA), receberam US$ 1 mil com um projeto que nasceu para divulgar as lendas do município. A partir de entrevistas com idosos, eles produziram documentários e um curta-metragem postados no youtube, além de livro, revista em quadrinho, peças teatrais e um blog (Veja aqui o vídeo da premiação).
Os estudantes paulistanos João Pedro Sassi Sandre e Pietro Andrade Quinzani ficaram em quatro lugar nessa mesma categoria. Ganharam US$ 500,00 com um projeto que analisou a possibilidade de os aspectos culturais estarem relacionados com o negacionismo das vacinas. Para tanto, utilizaram a matriz de Hofstede — uma forma de quantificação que analisa a cultura a partir de seis dimensões (Veja aqui o vídeo da premiação).
Outro destaque da FEBRACE, desta vez na Special Awards Ceremony, foi um software capaz de transcrever, sumarizar e captar imagens para transformar videoaulas em PDFs. De autoria Ligia Keiko Carvalho, moradora de Valinhos e estudante do Colégio Técnico de Campinas (SP), o projeto foi contemplado com três prêmios: US$ 5 mil concedidos pela Oracle Academy, uma bolsa de estudos da Fondazione Bruno Kessler (FBK) para um programa imersivo de verão da instituição na Itália, e menção honrosa da Association for the Advancement of Artificial Intelligence (Veja os vídeos de sua premiação: Oracle Academy e FBK).
Os demais premiados na Regeneron ISEF foram da MOSTRATEC: Na Grand Awards Ceremony: João Pedro Silvestre Armani, de Toledo (PR), ficou em quarto lugar em Ciências Animais, com o projeto “Aplicação de resíduos agroindustriais no combate do mosquito vetor de arboviroses (Aedes aegypti) – fase II” (Veja aqui o vídeo); Vinícius Ribeiro Moraes, do Rio de Janeiro (RJ), ficou em quarto lugar na categoria Energia: Materiais e Design Sustentáveis (Veja aqui o vídeo); Henrique Rodrigues Hissa Amorim, de São Paulo (SP), ficou em terceiro lugar na categoria Sistemas de Software, com o projeto Tecnologias Imersivas no Ensino de Astrobiologia (Veja aqui o vídeo).
Já na Special Awards Ceremony o destaque foi João Pedro Silvestre Armani, de Palotina (PR), com um projeto que analisou o potencial larvicida de resíduos agroindustriais para combater o mosquito Aedes aegypti. Ele conquistou o segundo lugar no prêmio concedido pela U.S. Agency for International Development (USAID) — Science for Development of Global Health (Veja o vídeo de sua premiação aqui).