06 de setembro de 2023
Chega ao fim Operação Escudo, considerada mais letal da polícia paulista desde o massacre do Carandiru
Guilherme Derrite, secretário de Segurança Pública de São Paulo, anunciou o fim da Operação Escudo na Baixada Santista.
Segundo informações, a ação policial durou cerca de 40 dias e foram apreendidas quase 1 tonelada de entorpecentes e cerca de 117 armas, incluindo fuzis e submetralhadoras.
“Esperamos que novas operações não sejam necessárias, mas caso se façam necessárias, caso o Estado seja afrontado, em qualquer ponto, operações como a Escudo serão desencadeadas”, concluiu Derrite sobre o comprometimento da SSP com o enfrentamento do crime organizado.
A partir desta quarta-feira (6), as unidades do Baep (Batalhão Especiais de Ações Especiais de Polícia) voltam para suas cidades de origem.
Será retomada a Operação Impacto, que deve contar com a presença do policiamento de Choque e policiais em vagas da Dejem, uma espécie de Operação Delegada, quando policiais recebem um valor extra para atuar no horário de folga.
“A Baixada continua sendo prioridade, ou seja, a migração da Operação Escudo e o retorno da Operação Impacto não vai representar prejuízo para a população. Os Baeps que prestaram apoio retornam para suas regiões e nós manteremos um efetivo do Choque, além do remanejamento das vagas da Dejem para suprir e manter o apoio para a população da Baixada Santista. É importante ressaltar que a população não ficará desassistida”, citou o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite.
A operação, que teve início em 28 de julho, após assassinato do soldado PM da Rota Patrick Bastos Reis, tornou-se a ação mais letal da polícia paulista desde o massacre do Carandiru, em 1992. Ao menos 28 pessoas foram mortas, 958 presas, sendo 382 ja procurados.