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Jornal Acontece

14 de março de 2023

Cinco anos após crime, caso Marielle Franco segue indefinido

 | Jornal Acontece

Em 14 de março de 2018, a vereadora Marielle Franco e o seu motorista, Anderson Gomes, foram executados a tiros no Rio de Janeiro. E após meia década ainda há perguntas sem respostas.

Em 2019, o policial militar reformado, Ronnie Lessa, e o ex-policial militar, Elcio Vieira de Queiroz, foram presos. Segundo os investigadores, Lessa efetuou os disparos, enquanto Queiroz dirigiu o veículo.

Os réus, contudo, nunca revelaram a motivação e o mandante do crime, e permanecem detidos preventivamente, sem que o júri popular tenha sido marcado.

O Ministério Público denunciou os acusados afirmando que teriam agido por “motivo torpe”, aquele que, pela lei, é considerado vil, mesquinho e repugnante diante do crime praticado.
O órgão relata que Ronnie Lessa a teria matado porque tinha “repulsa” contra  atuação da vereadora Marielle Franco em defesa de minorias, como disse em entrevista à promotora Simone Sibilio, coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

“A manipulação de afetos é constituinte da luta política. E manipulação de afetos sobretudo na sua dimensão do ódio. O que foram os dez últimos anos da política brasileira? A hegemonia do ódio. De 2013 a 2023. Marielle foi assassinada e, no dia seguinte, políticos e autoridades do Poder Judiciário, entre outros, dedicaram-se a matá-la novamente. Até hoje é como se houvesse um homicídio por dia. Esse caso de Marielle serve de referência para aquilo que o Brasil não deve ser”, afirmou Flavio Dino, ministro da Justiça e Segurança pública.

Três equipes do Ministério Público do Rio de Janeiro atuaram no caso durante esses cinco anos. Cinco delegados da Polícia Civil foram responsáveis pelo caso. E seguimos sem a principal resposta: Quem mandou matar Marielle?

“A gente chega aí a um marco de 5 anos de muita dor, de luto, de luta (…) A gente tem vivido esses últimos anos pedindo por justiça, multiplicando o legado, honrando a memória da Mari, e tem sido dias difíceis, anos difíceis, ”, disse a ministra da Igualdade Racial.

 

Imagem: PSOL.

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