15 de setembro de 2023
Dengue em alta nas cidades da Baixada Santista
Entre janeiro e agosto, foram 2.905 registros, mais da metade do que as 1.891 ocorrências do ano passado. Nos municípios do Guarujá e Bertioga a quantidade supera a de 2022 inteiro.
O aumento na presença de larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor de dengue, chikungunya, zika e febre amarela é uma grande preocupação. Em Santos, por exemplo, acharam-se 1.546 focos do mosquito em 26 mutirões no ano passado. Neste ano, foram 22 mutirões e 2.266 focos, com alta de 46,6%.
”Nós temos encontrado muita infestação de mosquitos e um numero ainda maior de criadouros. A população também tem que fazer a parte dela. Só o poder público não da conta de fazer tudo.” comenta Ana Paula Valeiras, a chefe do Departamento de Vigilância em Saúde do Município.
Há outra preocupação além do aumento de larvas. É o fato de que os infectados são pacientes “mais jovens, até 19 anos”, que ainda não haviam tido contato com o primeiro dos quatro tipos de vírus em epidemias anteriores de dengue.
Os agentes de controle de endemias do Guarujá estão usando aparelhos aspiradores para capturar insetos, já que a cidade está com 1.038 casos de dengue entre janeiro e agosto.
Bertioga passou de 134 casos no ano passado todo para 959 notificações agora.
Em Peruíbe, com alta de 44 para 90, equipes buscam casos em conjunto com servidores de Estratégia de Saúde da Família.
Em Praia Grande, onde o número de casos dobrou, de 31 para 62, adotam-se medidas de prevenção e conscientização.
A quantidade de infectados por dengue caiu, na comparação de 2022 com este ano, em Itanhaém (de 930 para 323), Santos (de 396 para 189), são Vicente (de 173 para 163), Cubatão (de 82 para 66) e Mongaguá (de 16 para 15).