26 de junho de 2026
Arte na Copa transforma futebol em aprendizagem na Etec de Cubatão
Projeto desenvolvido com alunos do Ensino Médio uniu esporte, arte, pesquisa e interdisciplinaridade por meio da customização de bolas e da criação de maquetes dos estádios da Copa de 2026.
Arte na Copa transforma futebol em aprendizagem na Etec de Cubatão
A Copa do Mundo virou tema de pesquisa, arte e construção de conhecimento na Etec de Cubatão. Em vez de tratar o futebol apenas como competição esportiva, estudantes do Ensino Médio participaram de uma proposta pedagógica que mostrou como o maior torneio do planeta também pode ser analisado a partir da história, da cultura, da geografia, da economia e das relações sociais.
O projeto Arte na Copa foi desenvolvido pelo professor Nilson Nunes, da disciplina de Educação Física, e envolveu alunos dos primeiros anos do Ensino Médio. A atividade teve como principal proposta transformar bolas de futebol em peças artísticas inspiradas em diferentes temas ligados à Copa do Mundo.
Entre os assuntos escolhidos pelos estudantes estiveram seleções históricas, jogadores marcantes, mascotes, fatos curiosos, aspectos culturais, questões geopolíticas e momentos que marcaram diferentes edições do torneio. A partir da pesquisa, os grupos customizaram as bolas e deram novo significado a um dos maiores símbolos do futebol.
Futebol como ponto de partida para aprender

Antes da produção dos trabalhos, os alunos participaram de uma aula temática sobre a importância da Copa do Mundo para além das quatro linhas. A proposta foi mostrar que o torneio não se limita aos jogos, gols e resultados, mas também movimenta economias, influencia relações internacionais, produz memórias coletivas e revela características culturais dos países participantes.
Com essa abordagem, os estudantes foram estimulados a enxergar o futebol como um fenômeno social. A Copa passou a ser observada como um evento capaz de reunir política, identidade nacional, mídia, consumo, turismo, diversidade cultural e transformações urbanas.
A atividade também dialogou com temas cobrados em avaliações como ENEM, Provão Paulista e concursos públicos, especialmente por trabalhar repertório sociocultural, interpretação de fatos históricos e capacidade de relacionar diferentes áreas do conhecimento.
Ao conectar Educação Física com arte, história, geografia e atualidades, o projeto ampliou o papel da disciplina dentro da escola. O esporte foi utilizado como linguagem acessível para aproximar os estudantes de discussões mais amplas sobre o mundo contemporâneo.
Bolas customizadas uniram arte, pesquisa e criatividade

A produção das bolas teve inspiração no trabalho da Ball ART, iniciativa que reúne artistas, criativos e designers na transformação de bolas de futebol em obras únicas e colecionáveis. Adaptada ao ambiente escolar, a proposta ganhou caráter pedagógico e passou a valorizar pesquisa, criatividade, colaboração e protagonismo juvenil.
Organizados em grupos, os alunos precisaram escolher um tema, pesquisar informações, planejar a intervenção artística e transformar a bola em uma peça visual com identidade própria. O resultado foi uma diversidade de produções que representaram seleções, jogadores, símbolos culturais, mascotes e acontecimentos ligados à história das Copas.
Mais do que decorar bolas, os estudantes precisaram interpretar informações e transformá-las em linguagem artística. Esse processo exigiu argumentação, divisão de tarefas, organização, tomada de decisões em grupo e cuidado com a apresentação final.
A atividade também fortaleceu a relação entre conteúdo escolar e expressão criativa. Ao trabalharem com um objeto conhecido do cotidiano esportivo, os alunos puderam perceber que o futebol pode carregar significados históricos, culturais e sociais quando observado por outras perspectivas.
Estádios da Copa de 2026 viraram maquetes

Além do Arte na Copa, a iniciativa também envolveu os alunos dos segundos anos do Ensino Médio da Etec de Cubatão. Eles receberam o desafio de reproduzir, em maquetes, os estádios que sediarão a Copa do Mundo de 2026.
Ao todo, foram produzidas 16 maquetes, resultado de um trabalho que exigiu pesquisa, planejamento, organização e cooperação entre os integrantes dos grupos. Para construir as estruturas, os estudantes precisaram estudar os estádios, observar características arquitetônicas, compreender a importância das arenas e relacionar os espaços aos países e cidades que receberão o torneio.
A proposta ampliou o debate sobre a dimensão global da Copa de 2026, que será marcada por uma estrutura maior e por diferentes países-sede. A partir das maquetes, os alunos puderam discutir temas como infraestrutura, mobilidade, turismo, logística, tecnologia e impactos urbanos de grandes eventos esportivos.
A construção dos estádios em escala também aproximou os estudantes de habilidades ligadas à pesquisa visual, representação espacial, trabalho manual e organização coletiva. Assim como nas bolas customizadas, o foco não esteve apenas no produto final, mas em todo o processo de aprendizagem construído pelos grupos.
Projeto reforça protagonismo dos estudantes
O Arte na Copa e a produção das maquetes transformaram o ambiente escolar em um espaço de valorização do conhecimento, da criatividade e da participação dos estudantes. Ao longo das atividades, os alunos assumiram papel ativo no processo, escolhendo caminhos, pesquisando temas, discutindo ideias e apresentando suas produções.
A iniciativa mostrou que a escola pode usar assuntos presentes no cotidiano dos jovens para desenvolver aprendizagens mais significativas. O futebol, que já faz parte da vida de muitos estudantes, tornou-se uma porta de entrada para debates sobre cultura, história, sociedade e cidadania.
O projeto também reforçou o potencial pedagógico da Educação Física. Mais do que trabalhar apenas práticas corporais, a disciplina pode contribuir para a formação crítica dos alunos ao relacionar esporte, mundo contemporâneo e produção de conhecimento.
Na Etec de Cubatão, a Copa do Mundo foi transformada em arte, pesquisa e reflexão. As bolas customizadas e as maquetes dos estádios mostraram que o esporte pode ir muito além do jogo quando usado como ferramenta educativa.