15 de julho de 2026
Ex mata mulher após perseguição na saída do trabalho
Paula Santos da Silva, de 37 anos, foi morta após deixar o trabalho no Centro de São Vicente; ex-companheiro foi preso em flagrante.
Paula Santos da Silva, de 37 anos, foi morta após sair do trabalho no Centro de São Vicente. O crime aconteceu por volta das 22h30 de segunda-feira (13), na Rua Jorge Tibiriçá, e é investigado como feminicídio.
O ex-companheiro da vítima, Severino Alves Pereira, de 56 anos, foi preso em flagrante. Imagens de câmeras de monitoramento ajudaram a reconstituir a sequência da ocorrência e reforçaram a suspeita contra ele.
Paula trabalhava em um shopping da região central e havia deixado o local pouco antes de ser atacada. O caso causou comoção em São Vicente e voltou a acender o alerta sobre a violência contra mulheres, especialmente quando há histórico de ameaça, perseguição ou controle por parte de ex-parceiros.
Imagens ajudaram na prisão

Os registros de monitoramento foram fundamentais para esclarecer a dinâmica do crime. As imagens mostram a movimentação na região e ajudaram os investigadores a confirmar o caminho percorrido antes do ataque.
Em casos como esse, câmeras públicas e privadas podem ser decisivas para organizar horários, identificar deslocamentos e confrontar versões apresentadas durante a apuração.
Com os elementos reunidos, Severino Alves Pereira acabou preso em flagrante e ficou à disposição da Justiça.
Crime ocorreu no Centro de São Vicente
A ocorrência foi registrada na Rua Jorge Tibiriçá, área de grande circulação no Centro de São Vicente. Paula havia saído do trabalho em um shopping quando foi surpreendida.
A região concentra comércio, serviços e fluxo intenso de trabalhadores, o que aumentou a repercussão do caso entre moradores e pessoas que passam diariamente pelo local.
Após o ataque, equipes foram acionadas, mas a vítima não resistiu. A Polícia Civil segue responsável pela investigação.
Suspeito tentou se passar por testemunha
Durante a apuração, uma das informações que chamou atenção foi a tentativa do suspeito de se apresentar como testemunha. A movimentação foi confrontada com as imagens e demais elementos levantados pela investigação.
Esse ponto deve ser aprofundado pela Polícia Civil, que ainda apura a sequência completa dos fatos, a motivação e se havia episódios anteriores de violência ou ameaça envolvendo o casal.
A prisão em flagrante não encerra a investigação. O caso deve seguir com análise de provas, oitivas e demais procedimentos legais.
Feminicídio reforça alerta
O feminicídio ocorre quando uma mulher é morta em razão da condição de gênero, especialmente em contexto de violência doméstica, familiar, relação íntima de afeto ou menosprezo à condição feminina.
A morte de Paula reforça que sinais como perseguição, ameaças, agressões, controle excessivo, invasão de rotina e medo constante precisam ser levados a sério. A violência muitas vezes se intensifica quando a mulher tenta romper ou já rompeu uma relação.
Familiares, vizinhos, colegas de trabalho e amigos também podem ajudar denunciando situações de risco. Em emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Mulheres em situação de violência também podem buscar orientação pelo 180, canal nacional de atendimento.