05 de janeiro de 2026
Hospital do Vicentino realiza primeira captação de órgãos de 2026
Procedimento reforça a importância da doação e pode salvar várias vidas
O Hospital do Vicentino realizou, neste sábado (3), a primeira captação de órgãos de 2026, em um gesto de solidariedade que pode transformar a vida de diversos pacientes que aguardam na fila de transplantes. A ação contou com a atuação conjunta da equipe multidisciplinar da unidade e da Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Estado de São Paulo, seguindo rigorosamente todos os protocolos técnicos e éticos do Ministério da Saúde.
Foram captados fígado, pâncreas, rins e córneas, que foram encaminhados ao Hospital dos Rins, na capital paulista, responsável por destinar os órgãos aos pacientes compatíveis cadastrados no sistema nacional de transplantes.
Doador tinha 29 anos e estava internado na UTI
O doador era um homem de 29 anos, que deu entrada no Hospital do Vicentino no dia 22 de dezembro, vítima de politrauma, permanecendo internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A captação só foi autorizada após a confirmação de morte encefálica, atestada nesta sexta-feira (2) por três profissionais diferentes, em horários distintos, conforme determina o protocolo do Conselho Federal de Medicina (CFM). Todos os exames clínicos e complementares exigidos foram realizados antes da confirmação definitiva.
Família recebeu acolhimento e orientação durante todo o processo
Após a confirmação da morte encefálica, a Organização de Procura de Órgãos (OPO) foi acionada. A abordagem aos familiares foi feita de forma conjunta pela equipe multidisciplinar do hospital, composta por médico, enfermeiro e psicóloga, garantindo acolhimento, apoio emocional e total esclarecimento antes da solicitação da autorização para a doação.
Segundo Cintia Santos, gerente de enfermagem do Hospital do Vicentino, todo o processo segue critérios rigorosos e humanizados.
“Após a realização dos testes e a confirmação definitiva da morte encefálica, acionamos a Organização de Procura de Órgãos do Estado de São Paulo. A abordagem à família é feita com total transparência, explicando o que é a morte encefálica e como funciona o processo de captação. Somente depois do esclarecimento de todas as dúvidas é que a autorização formal é solicitada”, explicou.
Doação de órgãos salva vidas
A iniciativa reforça o papel essencial dos hospitais no processo de doação e a importância da conscientização da população. A doação de órgãos pode salvar e melhorar a qualidade de vida de milhares de pessoas em todo o país.