21 de julho de 2026
Idosa diz esperar quase 5 anos por cirurgia no joelho
Maria de Fátima relata dores intensas e espera prolongada por cirurgia; laudo médico aponta osteoartrose acentuada e osteoporose.
Uma moradora de Praia Grande afirma esperar há quase cinco anos por uma cirurgia nos joelhos pela rede pública. Maria de Fátima Sousa Lourenço, de 72 anos, relata dores intensas nas duas pernas e dificuldade para realizar atividades simples da rotina.
Segundo laudo médico de 19 de maio de 2025, citado no relato, ela apresenta osteoartrose acentuada nos dois joelhos e osteoporose. O quadro indica a necessidade de acompanhamento especializado e reforça a gravidade da limitação enfrentada pela idosa.
O caso ganhou repercussão nesta terça-feira (21) e reacendeu a discussão sobre pacientes que aguardam procedimentos ortopédicos por longos perÃodos na rede pública.
Laudo aponta osteoartrose e osteoporose

A osteoartrose é uma doença degenerativa que desgasta as articulações e pode provocar dor, rigidez e perda progressiva de mobilidade. Quando atinge os joelhos de forma acentuada, atividades como caminhar, levantar, subir escadas e permanecer em pé podem se tornar difÃceis.
No caso de Maria de Fátima, o laudo citado aponta comprometimento nos dois joelhos. A presença de osteoporose também aumenta a preocupação, já que a condição fragiliza os ossos e exige atenção especial no acompanhamento médico.
A idosa afirma conviver diariamente com dores e limitações enquanto aguarda uma solução para o procedimento.
Dor limita rotina da idosa
Maria de Fátima relata dificuldade para andar e afirma que a espera pela cirurgia já dura quase cinco anos. A demora, segundo ela, tem impacto direto na autonomia e na qualidade de vida.
Além das dores fÃsicas, a espera prolongada também provoca desgaste emocional em pacientes que dependem do procedimento para recuperar mobilidade e retomar tarefas básicas do dia a dia.
Ela também afirma ter buscado ajuda para tentar acelerar o encaminhamento, mas diz que a situação ainda não foi resolvida.
Espera por cirurgia reacende cobrança
Casos de pacientes idosos aguardando cirurgias ortopédicas costumam gerar preocupação porque a demora pode agravar a perda de mobilidade e aumentar a dependência de familiares ou cuidadores.
Procedimentos nessa área geralmente dependem de avaliação médica, regulação de vagas, exames, condições clÃnicas do paciente e disponibilidade da rede pública. Mesmo assim, esperas muito prolongadas ampliam a cobrança por respostas e por organização da fila.
No caso de Maria de Fátima, a principal expectativa é que a situação avance para que ela consiga realizar o procedimento e reduzir as limitações provocadas pela dor.
Pacientes podem formalizar reclamações
Quem enfrenta demora prolongada por atendimento, exame ou cirurgia pode registrar reclamação na Ouvidoria Municipal e reunir documentos que ajudem a comprovar o histórico do caso.
Laudos, encaminhamentos, protocolos, datas de consultas e exames anteriores ajudam a organizar a solicitação e permitem acompanhar melhor o andamento do pedido na rede pública.
Quando a espera compromete a saúde, a mobilidade ou a rotina do paciente, também é possÃvel buscar orientação junto à Defensoria Pública ou ao Ministério Público, que atuam em casos relacionados à demora ou negativa de atendimento em saúde.