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15 de junho de 2018

O poder da união

 | Jornal Acontece

Com ajuda da comunidade, Jhuly vive o sonho da festa de debutante

Esta é uma história diferente das notícias habituais. É uma história de ideais e de superação. Que aconteceu (e acontece) em Cubatão. E mostra como os cubatenses conseguem se unir e superar muitas dificuldades para realizar seus projetos.

Como em tantos outros lugares, muitas garotas sonham ser princesas. A jovem Jhuly Mary Hellen Barbosa, que completou 15 anos no dia 17 de maio, é uma delas. Festas, glamour e notoriedade são os atributos dos membros da realeza que despertam a atenção destas jovens.

Uma oportunidade de viver por alguns momentos esse sonho – mesmo que distante de sua realidade – é quando as meninas completam 15 anos. Nesta data, marcando a passagem para a adolescência, algumas delas conseguem realizar um baile em que a garota se veste como se fosse uma princesa de verdade. Todos os rituais são cumpridos. A preparação é intensa, meses são necessários para que a festa fique perfeita, o que gera muito gasto.

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Não conhecendo a palavra “impossível”, a pequena Jhuly Mary – uma menina de cabelos castanhos, encaracolados que batem no ombro, cerca de 1,50 de altura, sorriso no rosto e um brilho no olhar, moradora na Vila dos Pescadores (Cubatão) -, foi à procura de formas de realizar seu sonho. Ela mora com sua avó, Claudecy de Souza Barbosa, e mais dois irmãos. Eles não têm a mínima condição de produzir uma festa, pois muitas vezes falta o básico na casa. Mesmo assim, este não seria empecilho suficiente para seu projeto.

Entendendo esta condição negativa, Jhuly então procurou Marly Vicente, que é presidente do Instituto Socioambiental e Cultural da Vila dos Pescadores, o ISAC-VP, ainda no mês de março. Naquela época, faltava pouco mais de um mês para o grande dia. Em sua primeira conversa, Jhuly apenas queria fazer um vestido de princesa, pois Marly é ótima costureira e poderia ajudá-la.

A menina gosta de vestidos longos, bordados e com pedras brilhantes. Vendo aquela situação, Marly percebeu que, além de não ter condições de pagar o vestido, a menina também não poderia realizar a festa sozinha. Então, resolveu ajudá-la.

Apesar do instituto em que Marly participa ser mais atento às questões ambientais, mais especificamente quanto aos pescadores artesanais e à preservação do local, ela resolveu entrar em contato com o pessoal da comunidade para que a festa tome forma. Cada um ajudando um pouco, doando o que tem, a festa então começou a caminhar. Marly conseguiu bartender, DJ, iluminação, fotógrafos para a cobertura do evento, ensaio fotográfico, pista de dança, comida e bebida.

Sabendo da proporção que a festa tomou, Jhuly começou a ficar ansiosa e a querer participar de todos os passos de sua grande festa. Ser o centro das atenções é pressão demais para uma menina. Então Marly resolveu afastá-la dos preparativos e deixar a pequena apenas curtir seu dia.

Nesse meio tempo, só faltava o local – que, em princípio, seria lá na Vila dos Pescadores mesmo. Foi aí que veio a grande notícia: a festa seria no Cantinho dos Aposentados, que fica na Avenida Beira-Mar, no Casqueiro. Um lugar amplo, com boa localização e que comporta mais de 100 pessoas. A cereja no bolo que faltava. “Imagina a cara de felicidade de Jhuly quando souber”, disse Marly para os outros organizadores.

Paralelamente aos preparativos da festa, Jhuly vivia uma realidade muito dura, que assola muitos brasileiros em todas as regiões. Por diversas vezes, as roupas que possui foram doadas. Sua avó trabalha como faxineira eventual e o dinheiro que ganha, às vezes, não dá para pagar as contas do dia-a-dia.

Em determinado momento, no processo de preparação de sua festa, Jhuly chegou a faltar no dia de experimentar seu vestido, porque não tinha os R$ 3,40 da passagem. Apesar disso, a menina não estava sozinha, ela tinha o apoio de toda a comunidade e, para Marly, realizar esta festa virou questão de honra.

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Depois de muito suor, ligações á todo momento para verificar se tudo estava nos conformes e com a dedicação de várias pessoas que se disponibilizaram a ajudar na realização do sonho da menina, a festa saiu. O sonho de Jhuly foi realizado, graças à ajuda de muitos. Ela foi princesa, ao menos por uma noite. Com direito a príncipe, cerimônia e valsa. Tudo o que uma jovem princesa de verdade tem. Só foi possível, devido à união da comunidade da Vila dos Pescadores e seu entorno.

Esta história não acaba aqui. Marly quer a ajuda do pessoal da cidade, para que possa realizar o sonho de muitas outras meninas, que fogem da dura realidade da vida nas periferias. O Instituto planeja produzir mais 15 festas para meninas que sonham em serem princesas e precisa contar com todo o apoio possível para realizá-los. O primeiro passo já foi dado, agora é seguir em frente.

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