17 de julho de 2026
Operação fecha seis ferros-velhos
Força-tarefa vistoriou sete estabelecimentos, abordou 42 pessoas e apreendeu um veículo em ação contra receptação de objetos furtados.
Uma operação realizada em Praia Grande fechou seis ferros-velhos por irregularidades durante uma força-tarefa voltada ao combate à receptação de objetos furtados e roubados. A ação ocorreu na noite de quinta-feira (16) e vistoriou sete estabelecimentos da cidade.
De acordo com a Prefeitura de Praia Grande, a fiscalização faz parte de uma estratégia para reduzir furtos, principalmente de materiais que costumam ser revendidos em comércios irregulares, como fios de cobre, celulares, portões de garagem, relógios de água e luz e outros objetos de origem suspeita.
Além dos seis estabelecimentos fechados por falta de documentação e irregularidades estruturais, a operação resultou na abordagem, qualificação e pesquisa de 42 pessoas. Um veículo também foi apreendido durante a ação.
Fiscalização mira receptação de objetos furtados

A força-tarefa foi direcionada a estabelecimentos que poderiam estar funcionando fora do horário permitido. Segundo a administração municipal, ferros-velhos não podem permanecer abertos após as 18 horas, justamente para dificultar a entrada de materiais de procedência duvidosa durante a noite.
O secretário de Assuntos de Segurança Pública, Maurício Vieira Izumi, afirmou que a Prefeitura fez um levantamento prévio e identificou locais que estariam funcionando fora do horário permitido. A fiscalização, segundo ele, tem caráter preventivo e educativo, mas também busca interromper uma cadeia que alimenta furtos na cidade.
A lógica da ação é simples: se o receptador perde espaço para comprar ou guardar material furtado, a prática do furto tende a perder força. Por isso, a Prefeitura afirma que as operações serão mantidas como parte da rotina de segurança urbana.
Seis comércios foram fechados
Dos sete ferros-velhos vistoriados, seis foram notificados e fechados. As irregularidades apontadas envolvem problemas estruturais e ausência de documentação obrigatória para funcionamento.
Durante a operação, equipes também verificaram a presença de materiais que costumam estar ligados a furtos contra moradores, comércios e concessionárias de serviços públicos. Fios, relógios de medição e objetos metálicos estão entre os itens que recebem atenção especial nesse tipo de fiscalização.
A ação contou ainda com representantes de empresas concessionárias, como Sabesp, CPFL e telefonia. A presença dessas equipes ajuda a identificar materiais que possam pertencer às redes de água, energia elétrica e comunicação.
Ação reuniu GCM, PM e fiscais municipais

A operação teve participação da Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, fiscais da Secretaria de Urbanismo, Secretaria de Meio Ambiente e representantes de concessionárias de serviços.
Esse tipo de atuação integrada permite verificar documentação, condições de funcionamento, regularidade ambiental e eventual presença de itens sem comprovação de origem. Quando há suspeita de crime, o material pode ser encaminhado para apuração policial.
A Prefeitura informou que, desde o ano passado, nove ações semelhantes já foram realizadas em Praia Grande. A intenção é manter a pressão sobre comércios irregulares e reduzir a circulação de produtos furtados no município.
Receptação pode levar à prisão
Pelo Código Penal, receptação é adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar, manter em depósito, vender ou utilizar, em proveito próprio ou de outra pessoa, objeto que se sabe ser produto de crime.
Quando praticada no exercício de atividade comercial ou industrial, a pena pode chegar a oito anos de prisão. Por isso, a fiscalização em ferros-velhos é tratada como uma frente importante para combater furtos de cabos, peças metálicas e equipamentos urbanos.
A administração municipal afirma que seguirá monitorando os estabelecimentos e realizando novas ações para reduzir furtos e melhorar a segurança nos bairros.