07 de julho de 2023
Prefeita da Praia Grande cobra respeito após afegãos serem levados para a cidade
A prefeita de Praia Grande, cobrou apoio e ajuda dos governos federal e estadual, devido os 128 refugiados afegãos que foram abrigados em uma colônia de férias do Sindicato dos Químicos na cidade. Em entrevista o, Raquel Chini (PSDB) disse que só soube da chegada dos afegãos quando eles já estavam na estrada em direção ao município.
“Praia Grande foi escolhida, na verdade. Ninguém conversou comigo a respeito. Fomos surpreendidos com a vinda deles quando já estavam na estrada“, disse a prefeita, que afirmou só ter começado discutir o acolhimento aos refugiados quando estes estavam prestes a chegar à cidade.
A prefeita comenta que abriu as portas da cidade assim que soube do caso, mas não imaginava que no minuto seguinte já estaria publicado nas redes sociais e em portarias as obrigações que o município deveria seguir.
Diante da situação, a chefe do Executivo de Praia Grande disse ter pedido que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, entrasse em contato para que fossem estabelecidas regras e responsabilidades.
“Acho que tem que ter o mínimo de respeito com a cidade. Respeito com a governante. Isso aqui é uma cidade que recebe a todos, mas temos regras, com ordem”.
Em setembro de 2021, o país estabeleceu a concessão de visto humanitário para as famílias que fugiam do Talibã. O levantamento mais recente aponta que mais de 6 mil afegãos já desembarcaram em solo brasileiro.
Com abrigos lotados, São Paulo e Guarulhos não conseguiram receber novas famílias. Com isso, afegãos, incluindo crianças, foram obrigados a permanecer no Aeroporto de Guarulhos.
A retirada dos afegãos do aeroporto ocorreu após denúncias de contaminação dos imigrantes por sarna, um dos fatores que demonstram a precariedade a que estavam sujeitos. A doença, altamente infecciosa, se prolifera rapidamente em locais de má higiene, e foi detectada no dia 21 de junho.
Em 48 anos, os 20 dias e noites acampado no chão do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, foram talvez os piores da sua vida, conta um ex-militar afegão recém-chegado com a família ao Brasil.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) transferiu então os afegãos que se abrigavam no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, para a Colônia de Férias do Sindicato dos Químicos, em Praia Grande.
