08 de dezembro de 2025
Reconhecimento facial chega às assinaturas eletrônicas para conter fraudes digitais
Tecnologia promete ampliar segurança e reduzir o tempo de coleta em até 40%, segundo Senior Sistemas
O avanço das fraudes digitais e das tentativas de roubo de identidade está acelerando a adoção de métodos mais seguros de autenticação em assinaturas eletrônicas. A tecnologia de reconhecimento facial, antes comum apenas em serviços bancários e smartphones, começa a ser incorporada às plataformas corporativas como forma de proteger documentos e simplificar etapas.
Especialistas apontam que o crescimento das fraudes de identidade no mundo pressiona empresas a substituir métodos tradicionais, senha, SMS e e-mail, considerados vulneráveis ao phishing e ao sequestro de contas.
Ao mesmo tempo, soluções como tokens e certificados digitais aumentam a segurança, mas tornam o processo mais lento e complexo, o que tem impulsionado o uso de biometria facial, agora aplicada diretamente no momento da assinatura.
Mercado deve crescer mais de 600% até 2030
Estimativas apontam que o setor de assinaturas digitais deve saltar de US$ 5,2 bilhões em 2024 para US$ 38,16 bilhões até 2030, impulsionado pela digitalização corporativa e por exigências legais de segurança.
A tecnologia tem forte potencial em áreas que lidam com alto volume documental, como Comercial, Construção Civil e Projetos, além de segmentos regulados como Saúde e Segurança do Trabalho. Fintechs, bancos e telecomunicações também despontam entre os primeiros adotantes.
Como funciona a assinatura com reconhecimento facial
A solução desenvolvida pelo Senior Flow, plataforma de hiperautomação da Senior Sistemas, utiliza selfie do usuário para validar identidade no momento da assinatura.
Processo:
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o assinante tira uma foto
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o sistema compara com registros existentes
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se a comparação atingir o grau mínimo de similaridade (a partir de 85%), a assinatura é autorizada
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caso contrário, o usuário repete a captura ou migra para outro método definido pela empresa
O motor biométrico utiliza inteligência artificial, deep learning e prova de vida para impedir fraudes feitas com fotos, vídeos ou máscaras. A tecnologia funciona tanto em desktop quanto em dispositivos móveis com câmera.
Processos até 40% mais rápidos
Entre janeiro e outubro de 2025, mais de 1,85 milhão de documentos passaram pela plataforma. Segundo a empresa, o reconhecimento facial pode reduzir em até 40% o tempo de coleta de assinaturas, eliminando a necessidade de certificados físicos.
Durante a validação, são registradas evidências como:
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foto do assinante
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geolocalização
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IP
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identidade do usuário
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trilhas de auditoria
Privacidade e LGPD
Por se tratar de dado sensível, a solução segue os princípios de Privacy by Design, com consentimento explícito e políticas de retenção. A empresa afirma que o tratamento segue a LGPD e usa controles internos e avaliações formais de impacto.
Especialistas avaliados pela empresa consideram que a biometria facial deve se tornar um dos principais pilares das assinaturas corporativas nos próximos anos, especialmente diante do crescimento das fraudes digitais.