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DINO

19 de novembro de 2024

Dia da Consciência Negra é comemorado em 20 de novembro

 | Jornal Acontece

O Dia da Consciência Negra faz referência ao dia da morte de Zumbi, líder do Quilombo de Palmares, que lutou para preservar a cultura dos africanos que conseguiam fugir dos seus senhores.

Ao sancionar o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra como feriado nacional, por meio Lei nº 3.268/2021, o Brasil avança no reconhecimento das lutas e conquistas da população negra. Zumbi simboliza a luta pela emancipação, pela liberdade e pela defesa dos direitos da população afrodescendente.

No dicionário, a palavra consciência significa sentimento ou conhecimento que permite ao ser humano vivenciar, experimentar ou compreender aspectos ou a totalidade de seu mundo interior. 

As relações escravistas foram bastante complexas e deixaram inúmeras sequelas políticas, econômicas , sociais e culturais, sendo que o racismo estrutural é a pior herança.

A identidade brasileira foi construída a partir da multiculturalidade étnica, das diferentes formas de linguagem que se cruzaram historicamente, da religiosidade, do folclore, da culinária, da memória, do imaginário popular, da musicalidade, da dança e das demais expressões artísticas-culturais.

“Nesse Dia Nacional da Consciência Negra, devemos reconhecer que os escravos negros tiveram papel importante na composição identitária brasileira. O racismo estrutural precisa ser reconhecido e combatido pelas instituições democráticas para que prevaleça a cidadania e o bem comum”, salienta a agente cultural Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News & Negócios.

Segundo Edson Violim, professor de História do Centro Universitário de Brasília (CEUB), negar o racismo no Brasil é tapar o sol com a peneira. “Ele existe sim e, precisamos combatê-lo”. Estudos apontam que, de cada cinco brasileiros que se consideram brancos, três possuem sangue africano ou indígena.

“Esta data é um convite para refletir sobre a formação multicultural do brasileiro e sobre a urgência em construir uma sociedade mais justa e igualitária”, finaliza Vininha F. Carvalho.

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